Relatório com base em registros do Tribunal Superior Eleitoral apontou doações de R$ 2,3 milhões ao Partido Liberal (PL) por empresários dos setores de finanças, combustíveis e mineração após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Em comparação, o Partido dos Trabalhadores (PT) declarou R$ 85 mil em doações realizadas no mesmo período, todas atribuídas a representantes do setor sucroalcooleiro.

Entre os doadores ao PL citados na apuração estão Ralph Gustavo Rosemberg Whitaker Carneiro e Bruno Baptistella, da gestora Perfin (R$ 500 mil cada); Arnoldo Hammerschmidt, dono da rede de postos Potencial (R$ 600 mil); e dois diretores do Banco Mercantil, Luiz Henrique Andrade de Araujo e Pedro Henrique de Oliveira (R$ 100 mil cada). O Banco Mercantil afirmou que a contribuição foi feita por sócios em caráter pessoal, sem envolvimento de recursos da companhia.

Também constaram doações ao PL de proprietários de mineradoras: Valeria Fernandez Borges Dias, da Flapa Mineração, e Renato Moraes Salvador Silva, da Tramix, com R$ 200 mil cada. A reportagem indica que alguns doadores afirmaram, sob reserva, ter feito doações também ao PT que ainda não constariam das declarações consultadas.

A apuração menciona ainda doações anteriores registradas no sistema do TSE: a maior contribuição ao PL citada foi de Frederico Gerdau Johannpeter (R$ 2,5 milhões em 4 de setembro), além de outros repasses de pessoas físicas para campanhas do PL e do PT já registrados na prestação de contas, conforme as informações consultadas.