A Polícia Civil informou que o homem que consumiu, por cerca de três dias, um bolo em que foi encontrado um rato morto não apresentou sintomas após a ingestão do alimento, mas procurou um infectologista e recebeu medicamento para profilaxia, segundo a delegada Milena Cimiolli.

O caso ocorreu na unidade Cavalhada da Casa de Bolos, na Zona Sul de Porto Alegre. A proprietária do estabelecimento, identificada como Amanda Borges Lopes Schenk, foi presa em flagrante na quarta‑feira (14) e liberada após audiência de custódia no dia seguinte, conforme registro policial.

A investigação da Delegacia do Consumidor aponta que o roedor teria sido "assado junto com o alimento" ao cair no forno durante o preparo. A polícia descartou a hipótese de ação proposital e informou que o corpo do rato estava com pedaços de bolo grudados, o que indica que o animal foi atingido durante o cozimento.

Durante vistorias, a Vigilância Sanitária encontrou condições de higiene consideradas muito precárias no local, incluindo fezes e urina de roedores sobre potes com alimentos, produtos vencidos, grades enferrujadas e fungos. Outra unidade da mesma rede, no Centro, também foi fiscalizada e apontou problemas semelhantes.

Uma das condições impostas pelo Judiciário para a liberdade provisória da proprietária foi a adequação do estabelecimento às exigências sanitárias; a Vigilância Sanitária deverá realizar nova vistoria para verificar se a unidade pode voltar a funcionar.

A defesa da proprietária informou em nota que trata os fatos com seriedade, que a empresa tem contrato com serviço de dedetização há mais de 11 anos e que realiza uma auditoria interna para apurar as circunstâncias do ocorrido e a eventual possibilidade de sabotagem por parte de funcionários.