A UFRR divulgou nota em que manifestou “veemente repúdio” ao que definiu como “invasão e depredação” ocorrida no Centro Acadêmico de Direito, quando a suplente de deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos) e o deputado estadual Marcinho Belota (PL) entraram no local e discutiram com estudantes. A universidade afirmou que tomará as medidas administrativas, legais e judiciais cabíveis para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Segundo a reportagem, na ocasião Athally rasgou panfletos produzidos por estudantes e alegou que a entrada se destinava a verificar denúncias sobre materiais que seriam negativos ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Athally também enviou nota afirmando que, após contato do deputado com o reitor, foram encaminhados ao setor jurídico e teriam recebido autorização para acessar dependências da universidade.
O reitor da UFRR, Geraldo Ticianeli, negou ter concedido qualquer autorização para a entrada dos políticos no campus. Procurado pela reportagem, Ticianeli disse “Nunca faria isso” e informou que não estava na universidade no dia do episódio, pois estava em deslocamento para a Terra Indígena Waimiri‑Atroari, onde participou de atividade institucional.
A UFRR ressaltou na nota que o espaço universitário é de liberdade e diálogo, mas que não admite invasão, intimidação, destruição de bens ou qualquer forma de violência. A instituição declarou que apurará o caso e adotará medidas cabíveis, sem detalhar prazos ou quais procedimentos específicos serão adotados na apuração administrativa ou nas eventuais ações legais.




