A Nanoterra, startup fundada em Goiás pela pesquisadora Iara Mendes e pelo sócio Joaquim Araújo, produz matérias‑primas nanotecnológicas para a indústria cosmética a partir de ingredientes naturais do Cerrado. Iara, graduada em biotecnologia e doutorada em inovação farmacêutica pela UFG, conduziu estudos que resultaram em nanopartículas poliméricas estáveis com extrato de cúrcuma (NanoCurcuma), solucionando problemas como manchas e odor via nanotecnologia.
A partir de 2022 a 2025 a equipe da Nanoterra realizou os testes necessários e hoje já comercializa uma linha de cosméticos que contém o NanoCurcuma, produzida por parceira identificada na divulgação como Tulípia Cosméticos (linha ProSkin Repair). Em 2026 a empresa também lançou o NanoPequi, descrito como nanoativo à base da casca do pequi com propriedades antioxidantes e função de FPS booster, apresentado na Hannover Messe 2026.
Os fundadores optaram por vender a matéria‑prima nanotecnológica a fabricantes de cosméticos em vez de competir como produtores finais. A trajetória da empresa incluiu apoio do Sebrae para modelagem do negócio, orientação financeira e conexão com mercados internacionais; a Nanoterra participou do Web Summit em Lisboa (2024) e expôs na Hannover Messe (2026).
A pesquisadora afirma ter desenvolvido um processo de produção de nanopartículas mais econômico e escalável, com técnica que reduziu em 89% o gasto energético do método anterior, permitindo produção em larga escala sem necessidade de equipamentos excessivamente caros. A equipe atual é formada pelos dois sócios e oito pesquisadores bolsistas, e a empresa informa que o parque fabril está em processo de construção.
Entre reconhecimentos e nomeações, Iara Mendes conquistou o 1º lugar na categoria Ciência e Tecnologia na etapa estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2026 e foi recentemente nomeada conselheira do CNPq por indicação do Sebrae, segundo a divulgação. A empresa diz manter pesquisa contínua para aproveitar recursos da biodiversidade do Cerrado de forma sustentável.


