O Sebrae Goiás divulgou estudo voltado a pequenos negócios sobre energias renováveis, intitulado “Energias Renováveis e Pequenos Negócios – Da Transição Global às Oportunidades Locais”. O material foi elaborado pela Unidade de Gestão Estratégica (UGE) do Sebrae Goiás e foi apresentado no evento Energia em Transformação, realizado na sede do Sebrae Goiás, em Goiânia.
Segundo a analista Polyanna Marques Cardoso, o documento tem duas frentes principais: orientar empresas sobre como reduzir custos relacionados à energia e apontar oportunidades para quem pretende atuar como fornecedor no mercado de renováveis. O estudo reúne dados da Agência Nacional de Energia, da Empresa de Pesquisa Energética, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás e da Receita Federal.
O relatório destaca que Goiás tem elevado potencial solar, ambiente regulatório consolidado e condições favoráveis à ampliação de investimentos. Entre os números apontados estão cerca de 2 mil GWh de geração solar em 2024 e 22.090 empresas ligadas à cadeia da energia solar no estado, das quais 91% são MEI ou microempresas.
O estudo identifica oportunidades para pequenos negócios em serviços de instalação e manutenção de sistemas solares, armazenamento por baterias, consultoria para eficiência e gestão do consumo, aproveitamento de resíduos para geração de energia e biogás, além da implantação e operação de pontos de recarga para veículos elétricos.
A pesquisa também ressalta que a transição energética amplia o escopo de mercado além da venda e instalação de painéis fotovoltaicos, citando modernização predial, monitoramento inteligente do consumo, geração distribuída e usinas de investimento como frentes em expansão. Jefferson Rodrigues Paes, gestor do Programa Sebrae Energia, afirma que o levantamento deve ser usado como ferramenta de planejamento para empresas.
O estudo aponta ainda desafios, entre eles a necessidade de modernização da infraestrutura elétrica para absorver maior geração distribuída. A consultora Michele Swistalski, que acompanhou uma consultoria piloto envolvendo dez empresas, destaca a importância de soluções descentralizadas e da articulação entre empresários e instituições para fortalecer o setor. O relatório está disponível no Observatório Sebrae.


