A Prefeitura de Anápolis deu início às liberações dos chamados Wolbitos — mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia — em ação destinada ao combate à dengue, Zika e chikungunya. O início da implantação foi anunciado em evento no Teatro Municipal com participação de representantes do Ministério da Saúde, da Fiocruz, do Wolbito do Brasil e do Governo de Goiás.
Segundo a prefeitura, mais de 5 mil pontos já foram mapeados no município para receber os recipientes com ovos dos Wolbitos. Antes da instalação, o município realizou capacitação de profissionais, ações de orientação à população, definição dos locais de instalação e a colocação de armadilhas para monitoramento da presença e da quantidade de Aedes aegypti.
A metodologia adotada em Anápolis usa Dispositivos de Liberação de Ovos (DLO). Nesses recipientes, ovos de Aedes aegypti com Wolbachia eclodem e seguem seu ciclo natural de desenvolvimento; os mosquitos adultos saem dos dispositivos e se reproduzem com a população local, transmitindo a bactéria às gerações seguintes.
A Prefeitura informa que a Wolbachia dificulta o desenvolvimento dos vírus da dengue, Zika e chikungunya dentro do Aedes aegypti, e que a expectativa é observar efeitos na redução da transmissão em, pelo menos, dois anos. O trabalho será acompanhado por monitoramento para verificar a presença da Wolbachia na população de mosquitos e avaliar os resultados da estratégia no município.
A gestão municipal ressaltou que os Wolbitos não são geneticamente modificados e que o método não usa produtos químicos. A prefeitura também reforçou a necessidade de manutenção das medidas da população para evitar criadouros, como eliminar água parada, manter caixas d’água fechadas e limpar calhas e quintais.




