A Vivo lançou uma campanha para o Dia das Crianças que coloca a atenção e a presença como eixo da comunicação. No filme divulgado pela empresa, uma menina cria uma história de dragão enquanto desenha com a mãe; a narrativa conduz o público a um universo de fantasia que, ao final, revela ser fruto da imaginação compartilhada entre as duas. Durante a cena, o celular aparece distante, em outro cômodo da casa, como escolha narrativa para enfatizar o momento conjunto.

A campanha conecta essa opção criativa a um fenômeno pesquisado por especialistas: a tecnoferência, termo usado para descrever a interferência da tecnologia nas interações pessoais, especialmente nas relações familiares. A matéria cita um estudo publicado pela JAMA Network Open que acompanhou 1.303 crianças de 9 a 11 anos por três anos e encontrou associações entre a percepção de tecnoferência dos pais e sintomas posteriores de desatenção e hiperatividade, com questões aplicadas às crianças como “gostaria que meus pais gastassem menos tempo no celular”.

Em nota sobre a estratégia, Sabrina Romero, diretora de Marca e Comunicação da Vivo, afirmou que “conectar pessoas é parte do que a Vivo faz todos os dias como líder no seu setor. Mas, às vezes, a melhor conexão acontece quando o celular fica de lado”, relacionando o conceito da campanha à plataforma Tem Tempo Pra Tudo. Sérgio Gordilho, sócio, cofundador e CCO da Africa Creative, agência responsável pela criação, comentou que a marca convida as pessoas a deixarem o celular de lado para passar mais tempo conectadas ao que mais importa, aproveitando o Dia das Crianças para a mensagem.

A estratégia criativa foi desenvolvida pela Africa Creative, com criação de Dulcidio Caldeira e Gutto e direção de Gutto; a produção ficou a cargo da Boiler Filmes. A empresa divulgou ainda que a iniciativa integra a plataforma Tem Tempo Pra Tudo, que, segundo a própria Vivo, pretende provocar reflexões sobre escolhas de presença nas relações familiares.

O material divulgado pela Vivo foca na provocação sobre estar presente e na tradução dessa ideia para uma história audiovisual, sem apresentar neste comunicado detalhes sobre meios e calendário de veiculação da campanha ou valores de investimento em mídia.