A três dias do primeiro turno das eleições, o vereador de Valparaíso de Goiás Dênis Bento (Podemos), candidato a deputado estadual, criticou publicamente a promotora de Justiça Oriane Graciani de Souza, titular da 3ª Promotoria de Justiça do município, segundo reportagem do Jornal Opção. As declarações foram feitas durante um ato de campanha em que o parlamentar falou do caso de uma criança com doença rara.
Do alto de um carro de som, Dênis expôs a situação de uma família em condição de vulnerabilidade econômica e afirmou ter atuado para obter uma fórmula alimentar especial necessária ao tratamento da menina e uma vaga em unidade de ensino. No entanto, a reportagem registra que o vereador não apresentou documentos ou outros elementos que comprovassem as afirmações durante o discurso.
A atuação da promotora está relacionada à apuração sobre a ajuda oferecida pelo candidato à família, conforme o texto. O Jornal Opção informa que a eventual existência de contrapartida eleitoral e as circunstâncias em que a assistência foi prestada são questões que podem ser analisadas pelo Ministério Público Eleitoral.
A legislação eleitoral citada na matéria — Lei nº 9.504/1997 — prevê punições para casos de captação ilícita de sufrágio, quando há oferecimento ou entrega de vantagem ao eleitor com a finalidade de obter voto. A reportagem ressalta que eventuais irregularidades dependem da análise das circunstâncias e das provas reunidas pelos órgãos competentes.
Durante o discurso, o vereador questionou por que, segundo ele, a promotora não teria direcionado atenção às dificuldades enfrentadas pela família e insinuou a existência de um “sistema corrupto” interessado em persegui-lo. O Jornal Opção registra as falas como manifestações do candidato no ato de campanha.
A reportagem conclui apontando que as declarações ocorreram em meio à investigação envolvendo a atuação do candidato no atendimento à família, sem indicar desfecho ou decisões administrativas ou judiciais sobre o caso até o momento da publicação.




