A Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE, indica que Venâncio Aires foi o maior produtor de abacate no Rio Grande do Sul em 2025, com 600 toneladas colhidas, ante 538 toneladas de Roca Sales (2º) e 150 toneladas de Cachoeira do Sul (3º). No total do estado a área colhida somou 429 hectares, com produção de 4.590 toneladas e valor de R$ 13,38 milhões.
Segundo o IBGE, a área destinada à colheita em Venâncio Aires em 2025 foi de 20 hectares, com rendimento médio de 30 mil quilos por hectare, e o valor da produção municipal foi de R$ 1,785 milhão. Os números representam aumento em relação a 2024 (224 t) e 2023 (220 t).
O chefe do escritório da Emater/RS‑Ascar de Venâncio Aires, Vicente Fin, observa que a pesquisa do IBGE inclui árvores antigas e isoladas que nem sempre recebem manejo e podem inflar o total registrado. Conforme a assistência técnica, a área de cultivo comercial seria de cerca de 23,5 hectares, com outros 13,5 hectares em formação, e a produção comercial estimada em aproximadamente 190 toneladas.
A produção local ganhou impulso por projetos como uma agroindústria de óleo de abacate e parcerias que produziram mudas; ainda assim, atualmente muitos viveiros fornecem mudas vindas de São Paulo. O Programa Municipal de Reflorestamento na Propriedade Rural também incentiva novos pomares, com áreas plantadas em 2023 começando agora a entrar em produção.
Entre as variedades cultivadas no município estão Fortuna, Quintal, Geada, Ouro Verde, Margarida e Breda. Técnicos apontam que escalonar variedades com diferentes épocas de maturação é desafio e estratégia comercial, pois permite oferecer fruta durante mais meses e melhorar colocação no mercado.
Conforme a Emater, parte da produção é comercializada na Ceasa e em mercados da fronteira do Rio Grande do Sul, além de venda na feira da Cooperativa dos Produtores de Venâncio Aires (Cooprova) e vendas diretas ao consumidor; produtores locais relatam ainda variação de preço e volume conforme safra e oferta regional.
