A queda do helicóptero que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas completa um mês nesta quarta‑feira (21). Os destroços continuam no local do acidente, em área de difícil acesso na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici, e só devem ser retirados após a liberação das licenças necessárias, segundo a empresa proprietária da aeronave.

A Polícia Civil da Comarca de Urubici e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) seguem com as apurações sobre as circunstâncias da queda; até o momento não há conclusão sobre o que provocou o acidente. A Força Aérea informou que o relatório final do Cenipa será publicado quando a investigação técnica for concluída.

Celulares encontrados entre os destroços são partes relevantes das diligências: em 15 de outubro a Polícia Civil solicitou a quebra do sigilo de um aparelho recolhido pela equipe que atendeu à ocorrência e aguarda autorização judicial para perícia. O Cenipa comunicou ainda a localização de mais dois celulares danificados, encontrados posteriormente durante a retirada parcial de destroços, que foram encaminhados à Polícia Científica para análise.

A JTA Empreendimentos, proprietária do helicóptero Bell 430 prefixo PP‑MGR, informou que a remoção completa depende de autorizações e não há prazo definido para conclusão dos trabalhos. Dois motores Rolls‑Royce já foram retirados do local no início de outubro. As vítimas identificadas na queda são Rick Sollo (do duo Rick e Renner), o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.