A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) divulgou nota afirmando que adotará medidas administrativas e judiciais para apurar os atos de violência ocorridos em 19 de outubro no Campus Central da instituição, em Natal, e responsabilizar os envolvidos. A instituição classificou a mobilização como realizada sem autorização institucional.

Segundo a nota, a manifestação convocada com o título “UFRN anti‑Lula” utilizou equipamentos de som e fogos de artifício, foi acompanhada de ameaças à integridade física e moral de integrantes da universidade, provocou danos ao patrimônio público e resultou na interrupção de aulas e atividades administrativas.

O episódio terminou em confronto entre apoiadores de direita e estudantes ligados à esquerda nas imediações do Centro de Tecnologia e do Setor de Aulas IV, com imagens que mostram socos, chutes e empurrões. A mobilização contou com carro de som, faixas e o boneco inflável Pixuleco; participaram políticos e lideranças citados pela cobertura local.

A UFRN reafirmou que a divergência de ideias é inerente à vida universitária e ao exercício democrático, mas que não pode justificar intimidação, ameaças, violência ou desrespeito. A administração disse que tomará as medidas cabíveis para assegurar a rigorosa apuração das ocorrências e a responsabilização dos envolvidos.

Policiais do 5º Batalhão acompanharam uma equipe da Justiça Eleitoral até o campus, mas os participantes já haviam se dispersado quando a PM chegou. A mobilização também foi denunciada pelo aplicativo Pardal por possível propaganda eleitoral irregular; não há, na nota, manifestação do TRE‑RN sobre o resultado da fiscalização.