O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda‑feira (26) que considerou estranha a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições brasileiras e disse que a disputa "pareceu fraudada", sem detalhar provas ou medidas a serem tomadas. Em conversa com jornalistas, Trump citou em específico a extensão do prazo de votação como motivo de estranhamento e afirmou ainda que não governa o Brasil e que tem boa relação com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.

A prorrogação do horário de votação até as 19h foi determinada no domingo (25) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, após pedidos relacionados a relatos de restrições no transporte coletivo em diversas cidades. A decisão visou manter seções eleitorais cujo funcionamento havia sido afetado, segundo a Justiça Eleitoral; Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro obteve 59,8 milhões, conforme dados citados pela fonte.

Questionado se tomaria alguma providência em relação ao pleito brasileiro, Trump afirmou que não governa o país e reiterou a relação com Lula, dizendo que "gosta" do presidente reeleito. Apesar disso, parlamentares dos Estados Unidos chegaram a formalizar um pedido à Casa Branca para que o presidente não interferisse em favor de Flávio Bolsonaro, segundo a matéria, e um grupo de 31 parlamentares democratas havia acusado, em carta de 24 de setembro, esforços coordenados do governo Trump para influenciar a eleição.

Em entrevista à TV Vanguarda, do interior de São Paulo, o vice‑presidente reeleito Geraldo Alckmin criticou as declarações de Trump, classificando‑as como "totalmente equivocadas". Alckmin afirmou que não se deve interferir na política de outro país, defendeu a urna eletrônica brasileira e a segurança jurídica do processo eleitoral, e disse que "é o povo que decide" as eleições.

Alckmin também destacou que, encerrado o pleito, o Brasil manterá negociações comerciais com os Estados Unidos e citou acordos e negociações já em andamento com diferentes parceiros. A reportagem registra as falas de Trump e de Alckmin sem apresentar evidências de fraude nas eleições; eventuais questionamentos sobre a votação cabem à Justiça Eleitoral, conforme o procedimento previsto nas normas brasileiras.