Três escritores nascidos em Minas Gerais estão entre os vencedores do Prêmio Jabuti 2026, uma das principais premiações da literatura brasileira. A cerimônia foi realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nesta terça‑feira (27).
O principal destaque foi Ruy Castro, natural de Caratinga, que venceu o Livro do Ano com Trincheira Tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio, publicado pela Companhia das Letras. A obra também recebeu o prêmio na categoria Biografia e Reportagem; pela conquista do Livro do Ano, ele recebe R$ 70 mil e credenciamento para representar o Brasil em feiras internacionais do livro.
Ruy Castro tornou‑se bicampeão consecutivo do prêmio máximo da Câmara Brasileira do Livro: em 2025 já havia conquistado o mesmo reconhecimento com a biografia O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim. Em 2026, Trincheira Tropical aborda o Rio de Janeiro dos anos 1940, com temas como festas em embaixadas, espiões nazistas e racionamento.
Humberto Werneck, nascido em Belo Horizonte, venceu a categoria Crônica com Viagem no País da Crônica, publicado pela Tinta‑da‑China Brasil. Jornalista e escritor, Werneck reúne na obra histórias e referências da tradição da crônica brasileira.
Leo Cunha, nascido em Bocaiúva e autor com trajetória ligada à literatura infantil, ganhou a categoria Obra Infantil ao lado de Raquel Matsushita com A Letra, publicado pela Maralto. A obra acompanha a jornada da letra “e” pelo alfabeto e combina texto, cores e jogos visuais.
A edição de 2026 do Jabuti contemplou 23 categorias; cada vencedor individual recebeu R$ 5 mil antes da escolha do Livro do Ano. Além dos prêmios já mencionados, a lista de finalistas mineiros incluiu nomes como Adélia Prado (Divinópolis), Evandro Affonso Ferreira (Manhumirim) e Marcelo Lelis (Montes Claros).
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