O cinza, que dominou projetos de interiores na última década, tende a perder o papel de escolha automática em 2027, segundo profissionais e fabricantes de tinta consultados. A tendência aponta para paletas com mais calor e profundidade, buscando ambientes menos austeros e mais conectados a elementos naturais.

Marcas internacionais já divulgaram suas apostas: a Behr apontou um verde-oliva terroso chamado Grounded; a Little Greene escolheu o Marle, um marrom aquecido com pigmentos de ocre, vermelho e preto; e a Graham & Brown destacou o Rose Earth, um rosa mineral terroso inspirado em argila. Além desses, tons de ferrugem, tijolo, canela, vinho e ameixa aparecem entre as composições previstas.

Uma técnica em expansão é o color drenching, em que uma única cor se estende por paredes, portas, rodapés e molduras, criando um efeito envolvente. Tons terrosos favorecem essa abordagem porque estabelecem atmosfera mais calorosa e menos fragmentada. Neutros também mudam: beges, cremes e argilas mais quentes substituem o cinza azulado predominante.

Não é necessário pintar toda a casa para seguir a tendência. Materiais naturais visíveis — madeira, pedra, tijolo, linho e fibras naturais — combinados a iluminação mais quente potencializam o impacto de uma parede em terracota ou verde terroso. O cinza permanece nas composições, mas com papéis e nuances diferentes, como fundos azulados ou amarronzados em vez do tom frio e puro que predominou anteriormente.