Um homem preso inicialmente sob suspeita de homicídio após a queda de Daisy Ferreira Maiesck, de 34 anos, do 7.º andar de um edifício no Centro de Criciúma foi liberado pela Justiça na terça‑feira (13), informou a polícia. A soltura ocorreu depois que a reconstituição dos fatos, realizada na sexta‑feira (9), indicou que a versão apresentada pelo suspeito era compatível com os vestígios encontrados no local.
Segundo o delegado Márcio Neves, que acompanhou a reprodução simulada dos fatos em conjunto com a Polícia Científica, a dinâmica apontada pelas evidências torna "muito pouco provável quase impossível" que o homem tenha pegado e jogado a vítima pela janela do basculante do banheiro. A investigação sugeriu que Daisy tentou sair pela janela do banheiro para alcançar outro apartamento, depois que o trinco da porta caiu e os dois ficaram presos no cômodo.
Conforme as apurações relatadas pela polícia, o casal tentou destrancar a porta usando uma escova de dentes e a ponta de um frasco de sabonete líquido. A vítima, então, teria pisado numa pilastra para tentar acessar o apartamento vizinho e, ao cair no fosso do prédio, teve morte confirmada. A reconstituição foi apontada pelas autoridades como fator determinante para a revisão da hipótese inicial de homicídio com dolo.
A PM foi chamada na madrugada de 3 de outubro. No primeiro atendimento, o homem foi encontrado trancado no banheiro do apartamento alugado pela vítima; estava molhado e sem roupas, sem ferimentos aparentes, mas alternava momentos de lucidez e agitação, segundo o boletim policial. Ele foi preso em princípio por homicídio doloso e desacato, conforme registro inicial, e posteriormente liberado por decisão judicial após as diligências periciais.
A investigação segue em andamento na Polícia Civil, que informou que o inquérito sobre a morte deve ser finalizado em até 30 dias. A corporação também registra relatos iniciais de que o suspeito teria conhecido a vítima por meio de uma plataforma de acompanhantes e que ambos consumiram bebidas alcoólicas e substância ilícita na noite do episódio; essas informações constam do registro policial e serão apuradas no inquérito.
A delegacia responsável informou que a reconstituição foi realizada com a presença do então suspeito e que a decisão judicial que autorizou a soltura levou em conta as provas coletadas na cena e a compatibilidade entre a versão do homem e os vestígios analisados pela Polícia Científica. Não houve confirmação de conclusão final sobre a causa jurídica do óbito até a última atualização divulgada pela investigação.
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