A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande organizou, na terça‑feira (13), a 5ª Reunião Ordinária do Comitê Municipal de Enfrentamento às Arboviroses para avaliar indicadores locais e definir prioridades de prevenção ante a aproximação do período de chuvas. Participaram representantes da saúde, órgãos governamentais e da sociedade civil para ajustar o planejamento de mutirões, mobilização de moradores e atividades educativas.
O comitê, criado pela Resolução Sesau nº 963 (março de 2026), discutiu a identificação de regiões prioritárias para atuação e a ampliação da participação de secretarias municipais, Exército, associações de moradores e iniciativa privada nas operações de campo. A estratégia visa integrar ações de educação em saúde e mobilização social indicadas pelas entidades participantes.
Os dados apresentados mostram queda nas notificações de dengue: conforme o Informe da Sala de Situação das Arboviroses nº 227 (24 de setembro), Campo Grande registrou 1.614 notificações de dengue em 2026, ante 4.603 no mesmo período de 2025. A Sesau informou ainda 43 casos confirmados de chikungunya e um de zika no ano, sem óbitos por arboviroses em 2026.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, ressaltou que a redução não permite relaxar a vigilância. O levantamento de índices do Aedes aegypti apontou risco muito alto nos bairros Centro, Chácara dos Poderes, Santo Amaro, Carvalho, Noroeste, Nova Lima, Carlota e Santo Antônio, que deverão ser foco das ações preventivas.
Em campo, as equipes de controle de vetores visitaram 20.364 imóveis na última semana avaliada e encontraram focos do mosquito em 684 residências, número que reforça a necessidade de vistorias domiciliares e de participação da população. Segundo a Sesau, cerca de 80% dos focos estão nos imóveis, por isso orienta verificação semanal de quintais, calhas, caixas‑d’água, vasos e ralos para eliminação de água acumulada.
Além das visitas e mutirões, a Sesau divulgou a campanha educativa “Juntos contra as Arboviroses” e informou que há disponibilidade de insumos para controle vetorial. A secretaria enfatiza que a prevenção depende da ação contínua dos moradores e das medidas integradas previstas no planejamento municipal.
