O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) reconheceu a Renda Renascença de Poção como Indicação Geográfica. Segundo a reportagem do Sebrae Pernambuco, o registro foi concedido quatro meses após o protocolo do pedido junto ao INPI.

O processo de obtenção da IG envolveu a organização do grupo produtivo, a estruturação da governança territorial e a elaboração de documentos técnicos, entre eles o Caderno de Especificações Técnicas, que define características, padrões de qualidade e regras para preservar o saber-fazer.

O reconhecimento segue outro marco recente: em julho a Renda Renascença de Poção foi reconhecida por unanimidade como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC). Sebrae/PE e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) atuaram conjuntamente na iniciativa.

Representantes institucionais destacaram as potenciais implicações econômicas e culturais da IG. O superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, e a diretora-presidente interina da Adepe, Roberta Andrade, afirmaram que a medida agrega valor ao produto e amplia oportunidades de mercado. A Associação dos Artesãos e Artesãs, Rendeiros e Rendeiras de Poção (Renascença) terá papel na gestão e no controle da observância das regras da indicação, conforme declarou o vice-presidente da entidade, Lindenberg Nóbrega.