O número de registros de maus-tratos a animais em Foz do Iguaçu aumentou: segundo dados da Polícia Civil citados pela reportagem, até agosto de 2025 foram registrados 41 boletins de ocorrência e, no mesmo período de 2026, foram 54 — incremento de aproximadamente 32%. As ocorrências envolvem cães, gatos e, com maior frequência recente, cavalos.

ONGs locais descrevem casos graves atendidos nas ruas e em bairros da cidade. A reportagem relata envenenamento de cinco animais, entre eles duas éguas prenhas, que morreram; um cachorro encontrado com as patas cortadas que precisou de amputação; e uma cadela enterrada viva na Vila C., socorrida a tempo e que precisou de transfusão. Voluntárias informam resgates diários de animais amarrados, abandonados doentes ou deixados em correntes.

A legislação e a atuação municipal também foram abordadas. A matéria lembra que maus-tratos são crime segundo a Lei 9605/98 e que, em junho de 2026, a Câmara Municipal de Foz alterou o Estatuto de Defesa, Controle e Proteção dos Animais para considerar inadequada contenção que mantenha o animal preso por mais de uma hora consecutiva, além de prever multas e apreensão preventiva do animal em casos de lesão, dor ou sofrimento.

A prefeitura informou, por nota, que mantém um programa de atendimento veterinário para urgência e emergência destinado a residentes de Foz inscritos no CadÚnico com renda até R$ 218 por pessoa, e que, desde 2025, a Diretoria de Bem-Estar Animal (DIBA) tem ampliado a política pública de castração. Segundo a administração, já foram realizadas mais de 5 mil castrações por parcerias com os programas CastraPet e Castra Mais. A matéria também lista canais para denúncias: DIBA (45) 9907-3450; Polícia Militar 190; Guarda Municipal; Polícia Civil WhatsApp (45) 3576-1407; Disque-Denúncia 181 e redes da 6.ª SDP.