A psicóloga Carla Pitanga relatou ao Acorda Cidade ter recebido, de forma considerada fria e sem acolhimento, o diagnóstico de câncer de mama já em estágio avançado. Segundo ela, a mastologista informou que se tratava de "um câncer extremamente agressivo"; o impacto emocional foi imediato, com sensação de choque e lembranças de desmaio e perda momentânea de consciência.
Carla descreveu que, embora o tratamento tenha corrido bem e não tenha deixado sequelas físicas, precisou de acompanhamento psicológico. Seu oncologista, identificado por ela como Dr. Samuel Afonseca, a orientou a iniciar terapia; ela passou a fazer atendimento psicológico duas vezes por semana antes de começar o tratamento oncológico.
A experiência pessoal motivou Carla a cursar Psicologia e a dedicar o Trabalho de Conclusão de Curso ao manejo médico da comunicação de más notícias na oncologia. O trabalho, realizado em grupo, pesquisou artigos e práticas sobre como a forma de informar um diagnóstico pode influenciar o sofrimento e a adesão ao tratamento.
Hoje com registro profissional ativo no CRP, Carla atende online e defende que a comunicação médica ética e acolhedora pode reduzir complicações emocionais após o diagnóstico. Ela afirma que, quando o médico se dispõe a sentar e conversar com empatia, a experiência do paciente tende a ser menos traumática e a adesão ao cuidado melhora.




