A produção de tilápias em Santa Catarina cresceu 65% na última década e atingiu 50 mil toneladas em 2025, com valor da produção estimado em R$ 145,4 milhões, segundo a reportagem. O desempenho colocou o Estado na quarta posição nacional na produção do pescado, atrás de Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

O avanço produtivo foi atribuído à adoção de tecnologias desenvolvidas pela Epagri, incluindo um programa de melhoramento genético que, ao longo de cinco gerações, fez os peixes ganharem 39% mais peso. A Epagri também desenvolveu orientações técnicas sobre construção de viveiros, manejo da água, alimentação e tabela de ração para reduzir custos e impactos ambientais.

Resultados regionais mostram impacto na cadeia: uma análise da Facisc sobre dados do IBGE aponta que o Sul catarinense entrou no grupo das cinco maiores produtoras de tilápia do Brasil. Produtores locais relatam ganhos em conversão alimentar, uniformidade dos lotes e rendimento de filé, aspectos que elevaram a rentabilidade do setor.

A pesquisa e o fornecimento de matrizes têm alcance amplo: desde 2014 a Epagri forneceu mais de 318 mil matrizes para 56 produtores de alevinos em 11 estados, e a estimativa é que, em Santa Catarina, 90% dos produtores de alevinos utilizem matrizes da empresa. Produtores que utilizam as linhagens da Epagri relatam crescimento mais rápido e melhor adaptação ao clima do estado.

Casos locais citados pela reportagem ilustram a expansão: em São Ludgero a Piscicultura Faust comercializa cerca de 2 milhões de alevinos por ano usando matrizes da Epagri; em Itajaí o trabalho do Campo Experimental de Piscicultura da Epagri segue o melhoramento; e em Timbó a Aquacultura Nilótica planeja triplicar a produção de alevinos para 30 milhões anuais nos próximos cinco anos.