As obras de resiliência climática nas Ebaps (Estações de Bombeamento de Águas Pluviais) de Porto Alegre avançam em diferentes frentes, com investimento total de R$ 202 milhões e gestão do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos). O objetivo do projeto é garantir o funcionamento das casas de bombas mesmo em condições extremas, reduzindo riscos de paralisação durante eventos de cheia ou falta de energia.
No lote 2, as equipes trabalham na construção de fundações em estacas‑raiz que vão sustentar a elevação dos painéis de comando elétrico; o serviço foi concluído na Ebap 6 (Anchieta) e ocorre simultaneamente nas Ebaps 5 (Humaitá) e 10 (Sarandi). Nas próximas semanas a mesma etapa será executada na Ebap 8 (Vila Farrapos). Segundo o diretor‑presidente do Dmae, Vicente Perrone, as lajes de concreto deixarão os equipamentos acima do nível do dique, com cota superior a sete metros de proteção, para manter a operação em situações adversas.
Além da elevação dos comandos elétricos, as obras abarcam qualificação das estruturas prediais e instalação de novos equipamentos eletromecânicos. Parte das bombas verticais será substituída por modelos submersíveis e geradores de energia serão instalados de forma permanente nas estações, medidas que visam aumentar a autonomia das unidades diante de falhas na rede elétrica.
O projeto está dividido em cinco lotes, cada um com prazo contratual de 12 meses contado a partir do início do respectivo contrato, o que permite a conclusão gradual das intervenções ao longo de 2027. A distribuição conhecida das Ebaps por lote é: lote 1 (Ebaps 12, 17, 18 e 20) com preparação concluída; lote 2 (Ebaps 5, 6, 8 e 10) em execução das fundações; lote 3 (Ebaps 1, 3 e 4) com obra contratada e projetos executivos em detalhamento; e lotes 4 e 5 (Ebaps 2, 9, 13, 14, 15, 16 e 21) em fase de contratação.
Os recursos para as intervenções provêm do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande) e do próprio Dmae. A iniciativa integra o maior plano de resiliência climática anunciado para Porto Alegre, com ações voltadas à reconstrução e modernização do Sistema de Proteção Contra Cheias e à garantia de funcionamento das infraestruturas de drenagem em eventos extremos.

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