A Polícia Federal deflagrou, em 15 de outubro, a Operação Nerovino contra o descaminho de vinhos importados da Argentina sem o recolhimento dos tributos federais. Segundo a corporação, os investigados são suspeitos de armazenar e distribuir as bebidas irregularmente, para evitar o pagamento de impostos.
A operação mobiliza mais de cem policiais federais para cumprir 25 mandados de busca e apreensão em 16 municípios do Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Piauí, além do Distrito Federal. No Paraná, as diligências ocorrem em Foz do Iguaçu, Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére e Umuarama.
A Justiça Federal autorizou o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados para evitar a dissipação de bens supostamente adquiridos com recursos das atividades criminosas. A PF informou que a ação teve apoio da Receita Federal do Brasil em pelo menos um endereço investigado.
As investigações começaram em março de 2025, após a apreensão de cerca de 4.200 garrafas em um depósito na região metropolitana de Curitiba — carga avaliada em mais de R$ 900 mil. Conforme a PF, há indícios de estrutura organizada, uso de empresas de fachada, documentos fiscais falsos e movimentação de valores por familiares para ocultar a titularidade dos bens; os investigados poderão responder por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
