A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, em 20 de outubro de 2026, ação contra uma quadrilha especializada em furto de cargas que causou prejuízo estimado em R$ 6,2 milhões a uma empresa do agronegócio de Maringá, no Noroeste do Paraná. Segundo a investigação, o esquema envolvia funcionários da própria vítima e integrantes de outra companhia que carregavam caminhões vazios com farelo de milho e manipulavam o sistema de pesagem para viabilizar a saída irregular das mercadorias sem o devido registro.
Ao todo, 14 pessoas físicas e jurídicas foram alvos de medidas judiciais e diligências executadas em Maringá, Alto Paraná, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná, conforme informou a PCPR. A apuração começou após prisões em flagrante por furto qualificado em 25 de novembro de 2025, episódio que levou os policiais a aprofundar as investigações e identificar movimentações financeiras suspeitas relacionadas aos delitos.
A investigação apontou indícios de que os envolvidos ocultaram os lucros por meio de transferência entre contas, pulverização de recursos e utilização de “contas de passagem”. Também há sinais de que o grupo adotou medidas para proteger patrimônio contra bloqueios judiciais, como transferências de veículos a terceiros e negociações simuladas de imóveis rurais, segundo os autos citados pela polícia.
No curso da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas bancárias dos investigados para preservar recursos para eventual reparação dos prejuízos. Foram apreendidos R$ 48 mil em espécie, quatro caminhões, três automóveis, um trator, um quadriciclo, uma lancha, dois jet‑skis, três reboques, além de quatro armas de fogo, 572 munições e 11 carregadores.
A PCPR informou que, nesta fase da operação, não houve decretação de prisões preventivas porque os pedidos formulados foram indeferidos pela Justiça. A apuração segue para identificar a participação de cada alvo, aprofundar o rastreamento de recursos e adotar medidas judiciais e administrativas cabíveis, segundo a corporação.
