O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE‑MT) para investir cerca de R$ 130 milhões no fortalecimento da segurança pública do estado. O documento foi assinado em 27 de outubro pelo governador, pelo procurador‑geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa e pelo presidente do TCE‑MT, Sérgio Ricardo.

O acordo prevê a construção de 22 unidades integradas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, chamadas Quartel Integrado PM‑BM, em diferentes regiões do estado. As estruturas, cada uma com cerca de 1,2 mil metros quadrados e custo estimado de R$ 2,5 milhões por unidade, devem ser implantadas em municípios como Diamantino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Peixoto de Azevedo, Confresa e Juara, e beneficiarão cerca de 460 mil moradores.

Do total previsto no TAC, o Ministério Público contribuirá com R$ 12,3 milhões. O termo também inclui R$ 1,5 milhão para a construção da Base Beira Rio, em Cuiabá, além de melhorias na estrutura das forças de segurança e no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica, com investimentos previstos na Cabine Lilás do Ciosp.

Na área tecnológica, o acordo destina recursos para aquisição de equipamentos e sistemas: R$ 4 milhões para solução de segurança com inteligência artificial no sistema prisional, R$ 4,3 milhões para sistema de controle e monitoramento de acessos, oito kits de equipamentos para os Centros de Operações da Polícia Militar (COPOM), 150 computadores de alto desempenho para a Polícia Judiciária Civil e 20 equipamentos para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Além das obras e equipamentos, o TAC prevê ações para melhorar as condições de trabalho dos profissionais de segurança e ampliar a capacidade de atendimento à população, conforme afirmou a secretária estadual de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho. Durante a assinatura, autoridades destacaram a importância da atuação conjunta entre governo, Ministério Público e Tribunal de Contas para viabilizar as medidas.

Segundo a divulgação, as novas estruturas e tecnologias deverão ampliar a capacidade operacional e o atendimento à população, com foco também na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. A execução das obras e a liberação dos recursos ficaram definidas no termo assinado pelas instituições envolvidas.