Gatos costumam caçar insetos e aranhas, e a maior parte das picadas causa apenas vermelhidão local, dormência e inchaço. Nesses casos o risco imediato de morte é baixo, mas a lambedura excessiva pode levar a infecção e abscesso, exigindo avaliação veterinária.
Entre as aranhas citadas como potencialmente perigosas estão as do gênero Latrodectus (viúva‑negra), Loxosceles (aranha‑violinista ou aranha‑marrom), Phoneutria (aranha‑armadeira) e a chamada aranha‑de‑costas‑vermelha. A caranguejeira (Theraphosidae) costuma ser menos letal, embora cause reação local.
Os sinais dependem da espécie: picadas de Loxosceles podem evoluir para necrose cutânea com formação de úlcera e sintomas sistêmicos como taquicardia, febre, vômito, diarreia, icterícia, anúria e coma. Latrodectus pode provocar dificuldade respiratória, hiperexcitabilidade e tem alta taxa de mortalidade em gatos quando o envenenamento é grave.
Se houver suspeita de picada por aranha perigosa ou aparecimento de sinais sistêmicos, recomenda‑se transporte imediato ao centro veterinário. É útil fotografar a aranha, quando possível, para identificação. O veterinário poderá aplicar antídoto específico: o antídoto para viúva‑negra é diluído e administrado por via intravenosa em 30 a 60 minutos; o antídoto para aranha‑de‑costas‑vermelha é dado por via intramuscular e pode ser eficaz até duas semanas após a picada, se os sinais persistirem.
O tratamento de apoio descrito inclui medicação para dor, relaxantes musculares (por exemplo, benzodiazepínicos) e gluconato de cálcio a 10% para controlar fasciculações e cãibras. O prognóstico varia conforme a espécie: bom nas picadas de costas‑vermelhas se houver antídoto, e reservado ou ruim nas de viúva‑negra.
Em casa, quando a lesão é leve, pode‑se aplicar frio local (gelo envolto em pano) para reduzir inflamação, lavar a área e evitar que o gato se lamba em excesso. Contudo, as orientações da fonte salientam que o conteúdo é informativo e não substitui avaliação e tratamento veterinário profissional.
