A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça‑feira (27), a Operação Alter Ego em Campina Grande para investigar suspeitas de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado relacionados ao recebimento de benefício assistencial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, a apuração aponta que uma idosa teria utilizado uma segunda identidade falsa por mais de dez anos para receber indevidamente o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS).

A investigação estimou que o prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 108 mil. Em cumprimento a decisão do Juízo da 16ª Vara Federal da Paraíba, a operação incluiu um mandado de busca e apreensão contra a investigada, além da determinação judicial para sequestro de valores mantidos em contas bancárias em nome dela e quebra do sigilo bancário.

A autoridade judicial também autorizou a apreensão de documentos e outros elementos que possam subsidiar a apuração da autoria e da materialidade dos delitos. A Polícia Federal informou que, se comprovados os crimes, a suspeita poderá responder por falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado, conforme previsto na legislação penal.

A PF não detalhou, na divulgação disponível, prisões decorrentes da operação nem informou se houve bloqueio efetivo de valores até o limite apontado; o andamento das investigações e eventuais medidas processuais adicionais dependem da análise do material apreendido e das diligências em curso.

A Polícia Federal e o Judiciário continuam as apurações para reunir elementos que permitam eventual responsabilização criminal. A operação foi identificada pela PF como Operação Alter Ego e tramita sob sigilo parcial enquanto as equipes realizam perícias e verificações nas informações bancárias e documentais obtidas.