Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) estudam há mais de 15 anos como a fertilidade do solo interfere no desenvolvimento das plantas e na produção de uvas. O grupo busca caracterizar as diferenças entre áreas de cultivo para recomendar a quantidade e o momento adequado de aplicação de nutrientes.

O trabalho visa tanto o bom crescimento das videiras e aumento da produtividade quanto o fortalecimento da atividade biológica do solo, considerada importante para garantir qualidade na produção. Segundo a equipe, o manejo adequado pode reduzir aplicações excessivas de fertilizantes e mitigar impactos ambientais.

As pesquisas também analisam como condições climáticas adversas — como altas temperaturas e excesso de chuva — influenciam a disponibilidade e o comportamento dos nutrientes no solo. A preocupação atual inclui entender como a adubação se comporta em anos com variabilidade climática.

Resultados práticos já foram observados no campo: produtores orientados pelos estudos conseguiram reduzir aplicações desnecessárias de nutrientes, o que, segundo coordenadores citados, evita agressões ao meio ambiente e contribui para melhor desenvolvimento das plantas e qualidade do vinho.

A iniciativa reúne docentes e pesquisadores da UFSM e técnicos em viticultura que buscam traduzir o conhecimento científico em recomendações de manejo acessíveis aos produtores do Rio Grande do Sul, com foco em produtividade, qualidade e sustentabilidade da viticultura regional.