A Nullscar é uma empresa de biotecnologia fundada em 2016 em Uberlândia. A ideia nasceu da experiência clínica da dermatologista Maria Cristina Mesquita, que identificou a falta de opções práticas para prevenir cicatrizes hipertróficas, queloides e cicatrizes alargadas, e da atuação empresarial de Vânia Diniz, que assumiu a gestão administrativa da companhia.

Para transformar a solução em produto, a equipe partiu da base do silicone terapêutico e acrescentou bioativos naturais — óleo de rosa‑mosqueta, óleo de camomila e vitamina E — resultando em uma fita adesiva terapêutica reutilizável com durabilidade mínima de 30 dias. O produto chegou ao mercado em 2021; a empresa relata que foi necessário desenvolver máquinas próprias de fabricação por se tratar de tecnologia inédita.

A Nullscar investiu em propriedade intelectual e conformidade regulatória: a empresa afirma ter patentes registradas na América do Sul, nos Estados Unidos, na Europa e na China, além de marca registrada em 11 países. A partir de 2024 iniciou presença em feiras internacionais e, segundo a fundadora, registrou crescimento de 45% nas vendas no mercado nacional em 2026, com contratos na América do Sul e Europa e negociações para atuação em países árabes.

Entre os próximos passos, a empresa aponta consolidar a distribuição na Alemanha e na Argentina, avançar no projeto NanoMed com nanotecnologia para novos dispositivos médicos e seguir ampliando mercados. A trajetória da Nullscar contou com apoio do Sebrae, que ofereceu consultorias, capacitações, programas de desenvolvimento e rodadas de negócios, assistência que a fundadora descreve como fundamental para o crescimento e internacionalização da empresa.

Em 2026, a fundadora Vânia Diniz recebeu o 3º lugar na categoria Ciência e Tecnologia na etapa estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, reconhecimento que, segundo ela, reforça a possibilidade de aliar resultados empresariais a um negócio com propósito e contribui para a visibilidade da iniciativa nas esferas nacionais e internacionais.