O Museu da Imprensa divulgou um artigo assinado pelo padre Germano Lauck e publicado em 9 de junho de 1986 no jornal Nosso Tempo, no qual o religioso, que vivia e atuava em Foz do Iguaçu desde 1972, refletia sobre a transformação urbana da cidade e os efeitos na convivência social.
No texto, Lauck descreve um crescimento acelerado e desorganizado, subordinado a interesses de grupos mais poderosos, que resultava em desigualdade nas relações sociais. Ele critica a urbanização que, na sua avaliação, alimenta individualismo, isolamento entre classes e enfraquecimento dos vínculos comunitários.
O diagnóstico do padre sintetiza a crítica: “Cidades assim são mais anticidade do que cidade; não cumprem a função humana e humanizante de uma cidade”. Lauck também alertava que problemas coletivos passam a ser vividos como questões individuais e que até as relações familiares sofrem impacto dessa realidade.
Como contraponto, o autor defendia união, participação e solidariedade como respostas necessárias para recuperar a função humanizadora da cidade. O artigo faz parte da coleção digital do Museu da Imprensa, projeto da Associação Guatá com apoio da Itaipu Binacional que reúne quase 20 mil páginas de publicações sobre a trajetória de Foz do Iguaçu e das Três Fronteiras.
