Uma moradora de um edifício no Centro Histórico de Porto Alegre teve medida protetiva aceita após ser recebida por um vizinho armado em um episódio motivado por um conflito sobre uma bandeira partidária, segundo a Polícia Civil. O caso ocorreu no sábado (24) e foi registrado em boletim por uma das moradoras, identificada na reportagem como Raphaela de Souza.

De acordo com imagens gravadas, a moradora desceu até o apartamento do andar inferior para tentar recuperar uma bandeira do PT que, segundo ela e a companheira, havia sido puxada para dentro pelo vizinho. O homem, identificado pela reportagem como Gilberto da Silva Scapin e descrito como tenente‑coronel da reserva, aparece segurando uma arma e fazendo o gesto de engatilhar; as mulheres saem correndo pelo corredor.

As versões sobre o que aconteceu divergem. No boletim registrado pela moradora, ela relata que desceu para recuperar a bandeira e foi surpreendida pelo vizinho armado. O investigado afirmou em outra versão que houve barulho e que puxou a bandeira, que teria sido usada para atingir a janela dele, e que abriu a porta segurando uma arma por temer ameaças das moradoras — ele negou ter proferido ameaças de disparo.

Policiais civis fizeram buscas no imóvel do investigado e apreenderam uma pistola e 40 munições, conforme informado pela reportagem. A Brigada Militar registrou a ocorrência na forma de Termo Circunstanciado e relatou que o morador confirmou ter aberto a porta armado e apresentou documentação da arma durante o atendimento.

Após o episódio, as moradoras deixaram o apartamento e passaram a ficar na casa de parentes, segundo a reportagem. A Polícia Civil é responsável pela investigação e a Justiça concedeu a medida protetiva solicitada pela vítima; não há, no material fornecido, informação sobre prisão do investigado ou desdobramentos judiciais posteriores.