O cantor e compositor Benito di Paula morreu aos 84 anos, informa reportagem do Diário do Pará. A publicação recorda, além do falecimento do artista, uma entrevista em que ele falou sobre perdas pessoais e o modo como lidava com o sofrimento.

Em conversa com o jornalista Pedro Bial citada pelo Diário do Pará, Benito disse que “não chora pra fora” e que guardava o sofrimento para si. O artista associou esse comportamento à criação de um de seus sambas mais conhecidos, afirmando que por isso compôs “Ninguém Sabe a Mágoa que Eu Trago no Peito”.

A reportagem também lembra a perda do filho caçula do cantor, André Vellozo, que morreu em 2019 aos 36 anos. Benito afirmou que chorava diariamente pela saudade de André e que, apesar de guardar a tristeza, tinha consciência de que o filho “está bem”, segundo as declarações publicadas.

No relato ao entrevistador, Benito afirmou: “Eu não choro pra fora. Por isso fiz o samba: ‘Ninguém sabe a mágoa que trago no peito, quem me vê sorrir de soslaio nem sequer sabe a minha solidão’.” Ainda conforme a matéria, o cantor disse que é difícil chorar internamente, mas declarou chorar todo dia pela perda do filho.

A matéria do Diário do Pará acrescenta que, além de André, Benito era pai de Rodrigo Vellozo, cantor, pianista, ator e compositor que trabalhou musicalmente ao lado do pai, mantendo a ligação familiar com a música.

Não há, no material disponível, detalhes sobre as circunstâncias do falecimento do artista além da confirmação do óbito e das lembranças trazidas pela entrevista; as informações sobre a vida pessoal e as declarações estão atribuídas ao próprio Benito na conversa registrada por Pedro Bial e republicada pelo Diário do Pará.