Sergio Moro, eleito governador do Paraná no primeiro turno, incluiu no plano de governo uma série de medidas voltadas à segurança pública e ao sistema prisional que deverão orientar a atuação do Executivo estadual nos próximos quatro anos. O documento organiza as propostas em pilares temáticos e está disponível na aba “Propostas” da página do candidato no DivulgaCand, segundo a fonte.

Entre as principais medidas para enfrentar o crime organizado estão a criação de forças‑tarefa nos moldes da Operação Lava Jato, integrando agentes de diferentes corporações e órgãos (incluindo Receita Estadual) para desmantelar organizações criminosas, prender integrantes e confiscar patrimônios; e a formação de centros integrados para reunir policiais Militar, Civil, Científica e Penal, Corpo de Bombeiros e órgãos federais ou de outros estados para compartilhar inteligência e bancos de dados.

O plano prevê também o reforço do efetivo por meio de concursos periódicos, o remanejamento de policiais que exercem funções administrativas para atividades de patrulhamento e investigação quando permitido por lei, e a padronização de procedimentos entre forças policiais, assistência social, serviços de saúde e a Justiça. Há propostas de ampliação de programas de proteção, como a Patrulha Maria da Penha, e a criação de patrulhas para idosos, crianças e adolescentes.

No campo tecnológico e de inteligência, as propostas incluem a criação da “Fortaleza Digital Paranaense” com câmeras de monitoramento, implementação de tecnologias de rastreamento químico para perícias, reconhecimento facial e conectividade entre sistemas de segurança estaduais e municipais para agilizar o compartilhamento de informações. O plano também prevê a criação de um centro integrado de formação e especialização para profissionais da segurança.

No combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, o documento propõe criar uma agência ou secretaria especializada em prevenção e investigação de irregularidades no Executivo, instituir a carreira de Auditor Público Estadual, implantar um centro de inteligência financeira e unidades regionais para investigar corrupção e lavagem de dinheiro, e empregar inteligência artificial para identificar contratos suspeitos.

No sistema penitenciário, o plano apresenta a implantação de uma unidade estadual de segurança máxima, inspirada em práticas do sistema penitenciário federal, para isolar lideranças de organizações criminosas de alta periculosidade. Outras medidas previstas são a ampliação do trabalho prisional, parcerias público‑privadas para obras, bloqueadores de sinal e cruzamento de dados nas unidades.

O plano também aponta iniciativas na Defesa Civil e assistência social: ampliar sistemas de alerta precoce, equipes especializadas em catástrofes, rede de acolhimento para mulheres em situação de violência, políticas de reinserção para população em situação de rua e oferta de cursos técnicos em Gerontologia na rede estadual de ensino.