O Sebrae RS realizou uma imersão ao Colorado, nos Estados Unidos, com agenda dirigida a referências da pecuária, da indústria frigorífica e do varejo norte‑americanos, com o objetivo de identificar práticas que possam contribuir para o desenvolvimento da cadeia da carne no Rio Grande do Sul. O grupo visitou operações de confinamento, centros de pesquisa, uma unidade de indústria frigorífica e pontos de venda varejistas para observar rotinas de classificação, logística e comercialização.
Entre os exemplos observados está a Kuner Feedlot, operação da Five Rivers com capacidade para alojar 100 mil animais, que na ocasião mantinha cerca de 65 mil, e que adota diferentes programas de terminação combinando estratégias nutricionais e períodos de confinamento conforme objetivos produtivos. A missão também conheceu uma unidade da JBS nos EUA com capacidade de abate de 5,2 mil bovinos por dia e os processos de avaliação de carcaças segundo categorias do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os participantes destacaram a importância da conexão entre etapas da produção: informações sobre desempenho animal e qualidade de carcaça podem orientar decisões desde a cria até a terminação, aproximando resultados do campo às exigências do mercado. A classificação por categorias de qualidade, segundo critérios apresentados durante a missão, fornece sinais que podem retornar aos produtores para aprimorar o desempenho dos rebanhos.
A delegação acompanhou indicadores que mostram evolução do peso médio das carcaças bovinas nos EUA — de aproximadamente 355 quilos em 2001 para 444 quilos em 2025 — e dados de qualidade que indicam 15,2% das carcaças na categoria Prime e 73% na Choice, totalizando 88,2% nas duas principais categorias, conforme referências citadas pela missão. No varejo, a diversidade de produtos e o uso intensivo de carne moída evidenciaram possibilidades de valorização além dos cortes tradicionais.
O Sebrae RS ressalta que, para o Rio Grande do Sul, o desafio não é reproduzir integralmente modelos estrangeiros, mas identificar e adaptar práticas que façam sentido regionalmente — como integração de informações, valorização da qualidade e estratégias de comunicação — além de aproximar pesquisa e produção por meio de estudos sobre alimentação, emissões e eficiência, para transformar ganhos produtivos em reconhecimento e competitividade no mercado.


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