Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele mantinha um grupo de WhatsApp com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-ministro Fábio Faria. Segundo apuração publicada pelo UOL e confirmada pela Gazeta do Povo, o grupo foi criado em abril de 2024 com o nome “Ciro Daniel Fábio Hugo”.
As conversas registradas mostram que os participantes combinaram encontros familiares e sociais e organizaram viagens em aeronave de Vorcaro. Em 28 de agosto de 2025, por exemplo, os participantes discutiram deslocamento para um hangar e marcaram um jantar que seria seguido de viagem a Trancoso, embora esse encontro tenha sido adiado por causa de uma posse no Superior Tribunal de Justiça.
O material também inclui referência à Operação Carbono Oculto, que investigou infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores de combustíveis e financeiro. Em mensagens de 28 de agosto de 2025, Ciro Nogueira encaminhou uma notícia sobre a operação e comentou: “Acho que encima (sic) do Beto”, segundo a apuração citada pela Gazeta do Povo.
A relação entre Vorcaro e integrantes do grupo envolveu, segundo a investigação, negócios e apoio político em momentos distintos. A apuração aponta que Vorcaro comprou em 2023 um projeto de usina eólica ligado a Fábio Faria por R$ 67,5 milhões e que, com Ciro Nogueira, houve atuação parlamentar relacionada a interesses do Banco Master; a PF também levantou suspeitas sobre pagamentos e custeio de despesas.
Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. As assessorias de Hugo Motta e Ciro Nogueira disseram que os parlamentares não vão se pronunciar, segundo as reportagens citadas; a defesa de Vorcaro e a de Fábio Faria foram procuradas, conforme a apuração.
Fonte: apuração publicada pelo UOL e confirmada pela Gazeta do Povo.



