O Hospital São Sebastião Mártir (HSSM), em Venâncio Aires, implantou o projeto Medicina Hospitalista em setembro de 2025, com organização prática da rotina iniciada em fevereiro de 2026, segundo a consultoria responsável. A metodologia privilegia trabalho em equipe multiprofissional e a coordenação da jornada do paciente por um médico de referência e uma enfermeira hospitalista.

Entre março e agosto de 2026, o hospital registrou redução de 15% no tempo médio de permanência dos pacientes internados na clínica médica. A direção e o consultor médico destacam que não se trata de alta precoce, mas de uma jornada mais eficiente, com altas no momento adequado.

Outros indicadores analisados pelo HSSM também melhoraram: a taxa de longa permanência (pacientes internados por mais de 10 dias) caiu 50% e a taxa de readmissão em até 30 dias diminuiu 25%. A coordenação do caso inclui rounds multiprofissionais para definir plano terapêutico e encaminhamentos pós-alta.

A nova escala prevê um médico 'horizontal' pela manhã e outro à tarde, de segunda a sexta, garantindo continuidade; a enfermeira hospitalista atua oito horas diárias como coordenadora da jornada, articulando transição com unidades da rede de saúde para reduzir reinternações evitáveis.

O projeto também padronizou protocolos para as causas mais frequentes de internação na clínica médica — pneumonia, AVC, infecção urinária, colecistite, insuficiência renal e insuficiência cardíaca — e busca otimizar uso de recursos, reduzir exames desnecessários e aumentar a resolutividade.

A direção do HSSM e profissionais envolvidos reconhecem limitações externas, como demora em transferências para centros de referência que são coordenadas pelo Estado, o que impacta a rotatividade de leitos e pode limitar ganhos adicionais na resolutividade.