A Prefeitura de Londrina informou que seis equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde iniciaram a soltura dos mosquitos produzidos com a bactéria Wolbachia. As operações ocorrem de terça a sexta‑feira e seguem cronograma semanal por cerca de seis meses, com rotas pré‑determinadas para repetir as liberações nos pontos selecionados.

Ao todo, os profissionais visitarão semanalmente 3.890 pontos distribuídos em 47 bairros da cidade. Segundo a Prefeitura, a cada semana serão distribuídos mais de um milhão de mosquitos; ao cruzarem com os insetos locais, as gerações seguintes tendem a ter reduzida capacidade de transmissão de dengue, zika e chikungunya.

Os mosquitos com Wolbachia são produzidos em um Núcleo de Produção gerido pela própria Prefeitura de Londrina, que atenderá a demanda do município e dará suporte ao projeto em Cambé. A iniciativa tem financiamento do Ministério da Saúde e é coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O gerente da Vigilância Ambiental de Londrina, Nino Ribas, informou que esta é a segunda etapa do projeto no município e que, nos bairros contemplados na primeira fase, a circulação dos mosquitos com Wolbachia ainda alcança cerca de 85%. O gestor destacou que a tecnologia integra outras ações, como monitoramento por armadilhas, visitas domiciliares e fiscalização em pontos estratégicos.

A prefeitura relatou que a primeira soltura desta etapa ocorreu na manhã de terça‑feira (27) no Jardim Tokio, na zona oeste, e que as equipes têm mantido visitas constantes aos bairros. Agentes envolvidos nas solturas reforçam o apelo para que a população mantenha cuidados domésticos tradicionais, como eliminar água parada e verificar recipientes que acumulam água, para potencializar os efeitos da estratégia.

A operação em Londrina seguirá as rotas planejadas ao longo dos seis meses, com registros e monitoramento para avaliar o estabelecimento da Wolbachia na população de Aedes aegypti e os resultados esperados na redução da transmissão das arboviroses.