A Prefeitura de Londrina apresentou o Plano de Contenção e Reequilíbrio Fiscal com objetivo de reduzir o déficit financeiro e garantir o cumprimento das obrigações do município até o final de 2026. A administração informou que herdou um rombo orçamentário de R$ 300 milhões no início da gestão em 2025, do qual R$ 220 milhões foram equacionados ao longo de 2025 por medidas como contingenciamento de contratos e otimização de frotas.

Segundo a prefeitura, o controle de despesas resultou em economia de R$ 40 milhões ao longo de 2026. Entre as ações previstas estão revisão do fluxo de horas extras, priorização da fruição de férias, redução de imóveis locados, alienação de imóveis subutilizados e uma reforma administrativa em andamento com a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

A gestão também citou medidas de aumento de arrecadação e de justiça fiscal, como o Regulariza Londrina, recadastramento imobiliário, negociação e cobrança de dívidas, auditoria de ISS e revisão da taxa de coleta de lixo. A previsão atual é que o déficit do município ao fim de 2026 seja de R$ 205 milhões, impactado ainda pela queda de receitas estimadas em R$ 124 milhões em razão de menores repasses de IPVA, Fundeb e Imposto de Renda.

Sobre o transporte coletivo, a prefeitura apontou que o subsídio ao sistema cresceu de R$ 37 milhões em 2022 para previsão de R$ 177 milhões em 2026, e que o custo total previsto para 2026 é de R$ 312.896.791,00, dos quais 47% são bancados pelo município. A administração disse que o atual modelo e o aumento da tarifa técnica tiveram impacto significativo nas contas.

A avaliação técnica do sistema de transporte indica que seria necessário média de 2,07 passageiros por quilômetro rodado para equilíbrio financeiro; a média registrada nos dias úteis em Londrina é de 1,23 passageiros por quilômetro. A prefeitura afirmou que não haverá redução no número de linhas nem corte de gratuidades, mas que pretende reduzir viagens em linhas deficitárias, otimizar intervalos e diminuir quilometragem nas rotas de baixa demanda para reduzir o subsídio.

A gestão informou que as medidas serão reavaliadas em 120 dias e que novas ações poderão ser implementadas. A Prefeitura justificou cortes como necessários para manter serviços essenciais sem assumir compromissos que o município não terá condições de pagar.