A Prefeitura de Londrina anunciou nesta terça‑feira um plano de ações integradas para reforçar a restauração da malha asfáltica após o período de chuvas intensas. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (SMOP), cerca de 30% dos 2,5 mil km de ruas asfaltadas no município apresentam hoje algum problema, como buracos, ondulações e rachaduras, e houve aumento de pelo menos 10% em vias com pistas acidentadas em razão das precipitações.
Como medidas imediatas, a SMOP informou que fará ajustes internos no orçamento para promover mutirões ampliados de tapa‑buracos, organizados para atuar sempre que as condições climáticas permitirem, com jornadas que comecem pela manhã e terminem no início da noite. A prefeitura também planeja contratar mão de obra terceirizada para apoio operacional e já está incrementando compras de equipamentos e materiais.
A administração municipal divulgou que novos maquinários chegaram ao pátio da Secretaria: duas retro‑escavadeiras, uma pá‑carregadeira e uma escavadeira, além de quatro caminhões cuja chegada é prevista em 30 a 60 dias. A Prefeitura informou que o investimento para esses veículos beira os R$6 milhões, por recursos do governo do Estado, e que há outros lotes em fase de orçamento para aquisição de caminhões TBR, mini‑escavadeiras, vibroacabadoras e uma sela‑trinca com previsão de disponibilidade nos primeiros meses de 2027.
Paralelamente às ações de tapa‑buracos, a gestão manterá o programa Recape tá ON, com investimento total previsto de R$137 milhões por recursos conveniados com o Governo do Paraná. Conforme a SMOP, cerca de 90 vias já receberam recape sólido nos últimos três meses; o projeto prevê inicialmente renovar mais de 600 mil m², dos quais aproximadamente 350 mil m² já foram executados, e ainda restam cerca de R$60 milhões a serem aplicados.
A Prefeitura informou que a população pode registrar demandas de manutenção asfáltica pela plataforma multimodal Londrina ON (aplicativo, site londrinaon.com.br ou central 156) e que as ações priorizarão vias mais movimentadas e de maior risco, sem negligenciar acessos e ruas internas de bairros, respeitando janelas de serviço que exijam pelo menos cinco dias sem chuva para recomposição de buracos maiores.
