A Justiça marcou para 25 de novembro, às 9h, a primeira audiência do processo que apura o desaparecimento da família Aguiar, de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A sessão será realizada na 1ª Vara Criminal da Comarca de Cachoeirinha e ficará sob a presidência do juiz Márcio Luciano Rossi Barbieri Homem.

Três réus foram denunciados pelo Ministério Público por participação nas mortes e por atos para dificultar a investigação: o policial militar Cristiano Domingues Francisco, a companheira dele, Milena Ruppenthal Domingues, e o irmão dele, Wagner Domingues Francisco. A investigação já indiciou seis pessoas ao todo, conforme a apuração divulgada.

O processo arrolou 35 testemunhas; a decisão judicial determina que, na primeira audiência, somente serão ouvidas as testemunhas de acusação, devido ao "caráter expressivo" do rol. Não há data prevista para o depoimento dos réus nem confirmação sobre presença presencial deles na audiência.

O desaparecimento da família ocorreu no fim de semana de 24 e 25 de janeiro em Cachoeirinha. Desde então, Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69 anos, e Dalmira, de 70 anos, não foram mais vistos. A investigação da Polícia Civil apontou Cristiano Domingues Francisco como principal responsável pelo desaparecimento e citou uso de áudios gerados por inteligência artificial para enganar os pais de Silvana.

A defesa de Cristiano e Wagner, representada pelo advogado Ricardo Breier, informou que, momentaneamente, não deve se manifestar; a reportagem tentou contatar a advogada Suellen Lautenschleger, que representa Milena Ruppenthal, sem retorno até a divulgação. Parentes das vítimas acompanham o caso e a advogada que os representa afirmou que não irão descansar enquanto não houver justiça e busca pela guarda do filho de Silvana.