O júri do caso Paula Perin Portes começou por volta das 11h de terça‑feira (20) em Soledade e pode se estender até sexta (23), segundo a reportagem. Paula tinha 18 anos quando foi morta em junho de 2020; o corpo da jovem foi encontrado dois meses depois em uma área rural.

Quatro acusados — Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos — iniciaram julgamento pelo crime de homicídio qualificado, descrito pela acusação como cometido por asfixia, com dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Dionatan também responde por ocultação de cadáver. O plenário reunirá 18 testemunhas de acusação e defesa.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a motivação apontada pela acusação é vingança: Paula teria sido morta após presenciar agressão contra uma amiga e ser considerada uma ameaça por poder revelar informações envolvendo um dos réus. O processo já foi adiado em três ocasiões, incluindo suspensão determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O último adiamento se deu após decisão do STJ que suspendeu sessão marcada para abril de 2026 por risco de nulidade relacionado à produção de prova testemunhal em plenário; o mérito do recurso aguarda análise da Sexta Turma do STJ. Em agosto, um dos réus obteve revogação da prisão por decisão da Corte Superior, segundo a reportagem.

As defesas dos acusados reiteraram confiança na justiça e alegaram fragilidade das provas. Em notas reproduzidas pela fonte, os advogados afirmaram que seus clientes respondem em liberdade e negaram participação no crime, adiantando que buscarão demonstrar inconsistências nas provas apresentadas pela acusação durante o júri.