A necessidade de adaptar a produção às mudanças climáticas e de ampliar o valor comercial das frutas brasileiras esteve no centro das discussões desta quinta‑feira (15) no palco Juntos pelo Agro, durante a Festa do Boi 2026, no Parque Aristófanes Fernandes. A iniciativa do Sebrae‑RN reuniu pesquisadores, técnicos e produtores para tratar de pesquisa aplicada, inovação e comercialização na fruticultura potiguar.
Na abertura, o diretor técnico do Sebrae‑RN, João Hélio Cavalcanti, e o gestor de projetos de Fruticultura do Sebrae‑RN, Franco Marinho, destacaram o compromisso da instituição com o fortalecimento da atividade no estado e o trabalho de aproximação com os produtores rurais, levando conhecimento e inovação às propriedades.
O chefe‑geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Francisco Laranjeira, apontou impactos de temperaturas extremas e escassez de água e afirmou que já existem tecnologias para reduzir riscos, citando também o uso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) como ferramenta de orientação ao cultivo.
A pesquisadora Letícia Ascendino, da Embrapa Agroindústria Tropical, apresentou alternativas de processamento industrial do caju para agregar valor, como aproveitamento de castanhas quebradas e uso do bagaço na formulação de alimentos à base de vegetais, ressaltando que o mercado demanda esses ingredientes, mas ainda falta escala de produção.
A programação incluiu ainda apresentação de dados do IBGE sobre a fruticultura no Rio Grande do Norte, e integrou a agenda da Agência Sebrae na Festa do Boi, que segue de 9 a 17 de outubro com palestras, oficinas e encontros voltados à capacitação de produtores e empreendedores rurais.
