Uma infestação de pulgas foi detectada em áreas do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco, com presença dos insetos entre o térreo e o quarto andar. A direção do centro chegou a comunicar a suspensão das atividades presenciais a partir de segunda‑feira (19), mas a UFPE informou que o funcionamento será retomado na própria segunda após a adoção de medidas de controle.
A universidade informou que uma primeira etapa de pulverização ocorreu na quinta‑feira (15) e que uma segunda aplicação está prevista para segunda‑feira, a partir das 8h. A Superintendência de Infraestrutura afirmou que, após a aplicação, o procedimento não oferece risco à circulação de pessoas. A instituição também disse que investiga possíveis origens da infestação, envolvendo a Comissão de Bem‑Estar Animal no trabalho.
Levantamento jornalístico apontou que, até quinta‑feira (15), a UFPE não tinha contrato vigente para prestação regular de serviços de dedetização e desinsetização, e que uma nova contratação estava em fase final de tramitação. A própria dedetização do CFCH, em janeiro, foi custeada com recursos do centro, segundo a apuração citada pela universidade.
Os episódios de infestação ocorrem em meio a uma sequência de três incêndios registrados em um intervalo de oito dias na instituição: em 30 de setembro um laboratório do Departamento de Física foi atingido; em 4 de outubro o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal sofreu incêndio; e em 7 de outubro chamas atingiram um prédio que abrigava laboratórios e estruturas de pesquisa nas áreas de fármacos, genética e informática. Não houve vítimas.
O reitor Alfredo Gomes estimou perdas em torno de R$ 100 milhões em equipamentos, insumos e materiais em razão do incêndio de 7 de outubro, e a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do episódio. Em resposta aos sinistros, a UFPE disse ter iniciado levantamentos e avaliações das condições de segurança, manter contrato vigente para manutenção de extintores desde maio e adotar medidas como treinamentos, elaboração de cartilha de prevenção e avaliação da retomada das brigadas de incêndio.
