A um dia do segundo turno, a imprensa estrangeira ampliou a cobertura do embate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), voltando atenção sobretudo a temas econômicos. Agências como a Reuters e a Associated Press reuniram reportagens sobre custo de vida, inflação, impostos e o impacto das propostas dos candidatos no poder de compra da população.
A Reuters, em reportagens distintas, citou também a estratégia de comunicação digital de Lula e o esforço para se aproximar do eleitorado mais jovem, enquanto a Associated Press publicou um guia com informações sobre candidatos, resultados do primeiro turno e principais propostas apresentados na campanha.
Jornais como o Financial Times e The Guardian abordaram desdobramentos políticos e sociais associados à disputa: o Financial Times analisou a expansão da influência do agronegócio e suas ligações com movimentos religiosos na formação do eleitorado, e o Guardian ressaltou a mobilização dos eleitores, a participação jovem e o risco de abstenção.
A Al Jazeera concentrou-se no confronto de propostas entre os dois presidenciáveis, destacando economia, infraestrutura, desenvolvimento regional e gastos públicos como eixos centrais para as possíveis diretrizes da política econômica a partir de 2027. Em paralelo, a Deutsche Welle tratou das implicações do resultado eleitoral para as relações Brasil‑Europa, citando negociações como o acordo Mercosul‑União Europeia e o fornecimento de matérias‑primas estratégicas.
Além dos temas econômicos, a cobertura estrangeira lembrou a importância do agronegócio na economia brasileira e as potenciais consequências para investimentos estrangeiros e comércio exterior dependendo do resultado eleitoral. As matérias reproduzidas pela fonte refletiram preocupação internacional com como mudanças de políticas poderiam afetar o ambiente de negócios e as relações comerciais do país.
