O Tribunal do Júri de Planaltina de Goiás condenou Glaycon Fernandes da Silva a 69 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de feminicídio e furto contra a própria companheira. A Justiça determinou que a pena comece a ser cumprida em regime fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Os jurados reconheceram o feminicídio e aplicaram três causas de aumento: a vítima ser mãe de dois adolescentes, o emprego de meio cruel e o uso de recurso que dificultou a defesa dela. Também foi reconhecido furto majorado pelo crime de subtrair o celular da mulher durante o repouso noturno.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás e as informações do julgamento, o crime ocorreu em 29 de agosto de 2025, por volta das 20h, na residência da vítima no bairro Itapuã I. Durante uma discussão, o acusado atacou a companheira com golpes de facão; o laudo cadavérico apontou traumatismo cranioencefálico como causa da morte.
A acusação foi conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Planaltina de Goiás, com sustentação em plenário pelo promotor Daniel Venuto Pereira. O processo apurou histórico de violência física, patrimonial e psicológica no relacionamento, que durava cerca de três anos.
Na sentença, o juiz Thales Prestrêlo Valadares Leão detalhou a fixação das penas: 67 anos e 6 meses pela prática de feminicídio com os aumentos e 1 ano e 8 meses pelo furto majorado, além de 70 dias-multa. A Justiça também estabeleceu reparação mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima e considerou desfavorável a fuga do condenado para outra unidade da Federação na dosagem da pena.



