O Governo do Paraná abriu espaço para participação da população na proposta de implantação do Complexo Náutico de Guaratuba, empreendimento orçado em R$ 110 milhões que prevê construção de uma marina, restaurantes e espaços de convivência. A Secretaria de Estado do Planejamento prorrogou o prazo da consulta pública, e as contribuições devem ser enviadas por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelo Estado até as 17h do dia 30 de outubro de 2026.

O projeto ocupará a área utilizada como canteiro de obras da Ponte de Guaratuba e estruturas de apoio à antiga travessia de ferry‑boat, na margem sul da baía, com objetivo de transformar o local em equipamento voltado ao turismo, navegação e atividades comerciais. A proposta inclui marina com 303 vagas molhadas e 400 vagas secas, além de restaurantes, estabelecimentos comerciais, escola náutica, estacionamento, ciclovia, rampa pública de acesso à água e áreas de convivência abertas à população.

Segundo o modelo divulgado, o Estado disponibiliza o terreno e a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela construção, operação e manutenção do complexo por 30 anos, sem previsão de novos aportes estaduais. A concessão prevê outorga mínima de R$ 1,4 milhão e parcela variável de 0,5% das receitas da operação. O estudo estima geração de 1.425 empregos diretos e indiretos na fase de obras e 695 postos na fase de operação.

O Governo do Estado também programou rodadas de diálogo com representantes do mercado entre 19 e 23 de outubro e anunciou audiência pública prevista para a primeira quinzena de novembro, com data e local a definir. Após essas etapas, o projeto seguirá para análise da Procuradoria‑Geral do Estado, ratificação pelo governador e revisão pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE‑PR); a licitação está prevista para o primeiro semestre de 2027.

Os estudos técnicos e documentos da proposta, assim como o formulário para envio de sugestões, estão disponíveis na página oficial do Complexo Náutico de Guaratuba. Moradores, empresários e demais interessados podem apresentar contribuições e questionamentos antes da definição dos documentos de licitação.