O lutador Willian “Kabuto” Hiroyuki sofreu, em agosto, uma lesão grave na coluna cervical durante uma luta realizada em Londrina (PR) e ficou tetraplégico, segundo relato da reportagem. A lesão foi descrita como uma luxação entre a quinta e a sexta vértebras cervicais, com compressão do canal medular; Kabuto perdeu o movimento do pescoço para baixo.
A manobra apontada como causa é conhecida como bate‑estaca, em que o atleta de cima ergue e projeta o adversário preso na guarda contra o solo. No jiu‑jitsu, a prática é considerada falta grave e proibida em todas as faixas por risco de traumas severos na coluna e traumatismo craniano, conforme a matéria.
A investigação policial foi acionada após a notificação do ocorrido. O delegado Roberto Fernandes informou que até o momento foram ouvidas 10 testemunhas; nove delas disseram que o golpe aplicado é proibido. A organização do torneio diz que o evento seguia as regras da Confederação Brasileira de Jiu‑Jitsu (CBJJ) e que o árbitro agiu segundo o regulamento ao não interromper a luta enquanto Kabuto estava suspenso.
Após alta hospitalar, Kabuto segue em recuperação em casa com equipe de fisioterapeutas e demais profissionais de saúde; a residência foi adaptada para as novas necessidades, incluindo instalação de maca e reformas de acessibilidade. A família tem apoiado o lutador, e não há previsão de recuperação divulgada no material consultado.
O adversário apontado na luta, Juliano Di Pelli Machado, publicou vídeo nas redes sociais afirmando que tentou encaixar um triângulo e que não percebeu a posição do oponente; ele também já responde a processo anterior por agressão, conforme a reportagem. A apuração policial continua para esclarecer a dinâmica do golpe e eventuais responsabilidades.
