O ar de Manaus atingiu níveis críticos nesta quarta-feira, com concentração de partículas finas (PM2.5) acima de 215,3 µg/m³ em regiões da cidade, segundo monitoramento citado na reportagem. Em Compensa, o índice chegou a 234,5 µg/m³, valores muito superiores ao parâmetro de 15 µg/m³ recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A fumaça que tomou a capital teve origem em um incêndio florestal que começou durante a tarde na região de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. Com mudança na direção do vento, a fumaça atravessou a Ponte Rio Negro e avançou sobre bairros da cidade durante a noite, segundo a matéria.

Moradores relataram dificuldade para respirar e evacuação temporária de casas em bairros como São Jorge. Um dos relatos descreve que a fumaça entrou nas residências a ponto de familiares terem que deixar o imóvel e buscar abrigo no carro por causa da qualidade do ar.

O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio começou entre os km 3 e 4 da rodovia AM-070, na região do distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba. Ao todo, 24 bombeiros e 10 viaturas atuaram no combate às chamas. A corporação encontrou árvores previamente cortadas e secas na área e trabalha com a suspeita de que o fogo tenha sido provocado.

A Defesa Civil emitiu alerta de risco severo para a qualidade do ar e orientou moradores a usar máscara ao sair de casa, evitar exposição à fumaça e seguir as recomendações do órgão. Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva/UEA) foram citados como base para a medição dos índices de poluição.

Autoridades informaram que outra queimada atingiu a mesma região seis dias antes, destruindo cerca de 700 hectares de floresta. A nova ocorrência está sendo investigada para apurar causas e verificar possível ação criminosa.