O Festival Quebramar 2026 coloca a presença indígena no centro da programação da 8ª edição, que acontece de 27 de outubro a 1º de novembro em Macapá, com entrada gratuita. No palco principal, o grupo Suraras do Tapajós, formado exclusivamente por mulheres indígenas, apresenta sua turnê nacional e leva carimbó, danças e rituais ao público na terça‑feira, 27 de outubro, às 21h30, e faz nova apresentação em Macapá na quarta, 28 de outubro.
Além dos shows, as Suraras do Tapajós realizam atividades gratuitas nos dias 27 e 28 no Parque Residência: oficinas de moda sustentável, carimbó e técnica de som, rodas de conversa e uma feira de artesanato indígena. Todas as ações contam com intérpretes de Libras, segundo a divulgação do festival.
A identidade visual do Quebramar 2026 foi criada a partir de uma obra do artista Caripoune Yermollay, nascido em Oiapoque (AP) e integrante do povo Karipuna. Morador da aldeia Santa Isabel, na Terra Indígena Uaçá, Yermollay trabalha com pontilhismo, geometria e caneta posca, e sua produção aborda cosmologia, ancestralidade e rituais; para o festival, sua obra assinou a comunicação visual do evento.
O Suraras do Tapajós, criado em 2018 em Alter do Chão, Santarém (PA), é descrito como o primeiro grupo de carimbó do Brasil formado exclusivamente por mulheres indígenas. No repertório, mistura composições próprias e clássicos da música paraense, e suas apresentações combinam curimbós, maracas, grafismos corporais e rituais indígenas, segundo a matéria publicada pelo Diário do Amapá.
