Uma família de Cruz Alta afirma que, ao retirar uma ossada de uma gaveta em um cemitério da cidade, constatou que os restos mortais entregues não eram da mãe, que morreu em 2021 em decorrência da Covid‑19. Segundo uma das filhas, a ossada encontrada estava acompanhada de uma haste metálica e de uma dentadura, itens que, segundo a familiar, a mãe nunca teve.
A filha relatou que foi avisada por pessoas que não faziam parte da administração do cemitério sobre a retirada do material e que, ao abrir a sacola entregue, percebeu incompatibilidade com as características da mãe. Ao retornar à gaveta, encontrou outra pessoa já colocada no local e passou a questionar onde estaria o corpo da mãe.
Segundo a família, havia pedidos feitos anteriormente para transferir os restos mortais da mãe para um jazigo próprio, solicitações que teriam sido negadas em outras ocasiões; a previsão informada à família era de que a mudança só poderia ocorrer em 2028.
A prefeitura de Cruz Alta informou que instaurou uma sindicância para apurar os motivos do procedimento e por que os familiares não teriam sido avisados previamente, caso os fatos sejam confirmados. O advogado da família afirmou que pretende buscar responsabilização civil da prefeitura e esclarecimentos sobre a localização dos restos mortais.
A Polícia Civil declarou que, até o momento, não identificou elementos suficientes para configurar crime e que aguarda informações da administração do cemitério para prosseguir nas investigações. A família espera que apurações indiquem de quem é a ossada entregue e onde está o corpo da mulher.
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