Dois estudantes do curso de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foram denunciados à Polícia Civil após, segundo relatos anexados à denúncia, proferirem ofensas racistas e misóginas em grupos de mensagens de estudantes da instituição. O conflito começou em um grupo de debates administrado pelo Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (Cace) no fim de semana.

Relatos e arquivos apresentados às autoridades citam o compartilhamento de uma figurinha de teor racista associando traços raciais do presidente da República a atos ilícitos; após remoções do grupo, a discussão teria migrado para outro grupo chamado “GERAL”, gerenciado pela Associação Atlética Acadêmica Monopólio.

Constam ainda na denúncia áudios com ofensas direcionadas a mulheres e comentários de teor racista, incluindo a frase registrada nos autos: “Por causa de você, os preto lá tá achando que tem direito agora”. Foi também compartilhada uma montagem de exame de ultrassom com representação ofensiva de um feto.

Tanto a Atlética Monopólio quanto o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas emitiram notas oficiais de repúdio às manifestações. A Atlética afirmou que as condutas não representam os valores da associação; o Centro Acadêmico classificou os episódios como formas graves de violência e discriminação e pediu apuração rigorosa.

O caso segue em investigação na Polícia Civil, que, conforme o material enviado à delegacia, analisará as provas digitais, incluindo relatórios de mensagens e áudios apresentados pelas vítimas e representantes acadêmicos da UFMT.